domingo, 13 de outubro de 2013

Fronta rasgada de paz!

Rasgo meus olhos
Afronto você
E ao mesmo tempo
Eu me desculpo
Desculpe essa mistura
Sei que sou muitas coisas
Mas por fim sou uma só
Sou essa pele que mordo
Mas que nada sente
Sou esse vazio
Cheio de cargas e dores
Sou meus maus amores
Sou a discórdia familiar
E sou a paz de todas elas
Sou alguém para se amar
E alguém para se odiar
Só não sou a terra
Tão pouco o mar
Também não sei quem sou
Mas me encontro sem ar
Enquanto rasgo meus olhos
Arrependida do que digo
Pois digo sem querer dizer
Perdão pela fronta
Mas tente entender
Não foi eu
Foi apenas parte de mim
Sei que é complicado
Mas quem foi que me fez
Tão difícil assim?

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