sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Reunindo conselhos soltos

Uma vez me perguntaram:
Já tentou apenas viver a vida, sem questionar, apenas viver?
E eu perguntei:
Será que isso é possível? 
Bom, eu ainda não sei a resposta
A quem diga que um sábio não se deixa abater
Mas também tem gente que diz
Que um covarde sempre esconde ela
Então o que seria o certo?
Hoje eu li um comentário aqui no blog
Que dizia: " Se nos sentimos pensando demais,
É um sinal de que provavelmente
Temos agido de menos" GK
Talvez esse seja meu erro
Pensar tanto e pouco agir
Pois a diferença entre um sábio e um covarde
É que um sábio não se deixa abater
Mas nunca deixa de lutar
Um covarde foge, finge
Talvez eu deva me preocupar menos
Curtir, agir, viver mais
Criar motivos para sorrir
Mas não sorrisos falsos
E sim sorrisos despreocupados
Talvez eu deva tentar apenas viver
Mas como um bom sábio
Nunca devo esquecer de me questionar
Pois pensar também é importante
Só não pode deixar que esses pensamentos
Te impeçam de seguir adiante.. 
Como disse acima
Ainda não sei a resposta
Mas porque não experimentar
As probabilidades?

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Convivendo com o você que agora se chama eu!

Não tenho mais aquele você para conversar
Portanto criei o você que se chama eu
E bato bons papos com o eu
Mas não mais com você
Que sabia ter uma visão
Que o eu não tem
Sabia me mostrar a razão
Assim como ninguém
Mas agora eu não o você
O você agora é o eu
Mas o eu não sabe me ajudar
Então ficamos juntos a nos perguntar
Porque o eu não é você?
Mas não vamos nos desesperar
Tenho que aprender a viver com o eu
Pois o você nem sabe vai me ajudar
E a sua ajuda no momento
Se encontra a me machucar
Então eu agradeço a você
Mas agora tenho que aprender
A conviver com o meu EU.

Lembra? Porque não faz ou faz?

Lembra daquela historia cheia de sorrisos?
Sei que ainda sou aquela garota
Mas me tranco nesse abismo
Ainda dou aquelas risadas
Ainda choro dando gargalhadas
Ainda sou feliz
Mas porque quase nunca me sinto assim?
Sei que minha vida anda boa
Nunca foi a das mais tristes
Mas eu sempre me tranco nesse abismo
Seria o caso de tomar ante depressivos?
Seria o caso de recorrer a familia ou amigos?
O que será que faz mais mal?
Tantos remédios que curam
Mas porque fazem tão mal?
Tantos sorrisos falsos e obscuros
Isso eu sei porque faz mal
Só não sei porque ainda se faz!

Sonho in-consciente

Estou inconsciente
Alguém me tira daqui?
Estou sofrendo a paralisia do transe
mas eu quero me mexer
Minha consciência mostrou que estou inconsciente
E eu caio em desespero
O que é aquilo?
Quadros ou livros antigos?
Eu sei que são lindos
Mas alguém me tira daqui?
Eu não consigo mais me mexer
Entrei na paralisia do transe
Mas fugi na minha mente
Para um lugar pior
Antes eu caia
Agora escuto as vozes do desespero
São muitas vozes
E elas gritam
Será que isso é medo?
Só sei que quero sair daqui
Eu estou em desespero
tirem essas vozes daqui
Agora sou eu que estou com medo
Pois me consciente mostrou que estou inconsciente
E o transe me paralisou
Eu cai e agora elas gritam
Eu não quero mais ouvir
Não quero mais cair
Sim, os livros e quadros não me agrada
Mas não a ponto de viver nesse desespero
Eu estou com medo
Alguém pode me ajudar?

Inicio e fim

Insisto em correr para as magoas
Enquanto é delas que eu fujo
Já me enfiei no meio do nada
Mas ainda escuto o barulho
Daquelas mil coisas que deixei para trás
Não sei mais se pertenço a esse mundo
Não sei como agir, não sei existir
Então me tornei ausente na minha presença
E vivo descontente na busca de ser contente
Porém não sei mais o se se passa
Nem o que se sente, minha razão virou o vaco
Minhas emoções virara um jogo de baralho
E minhas apostas já viraram blefes
Blefes que nem eu acredito mais
Então perco mais uma fez
Aposto mais uma rodada
Me atolo em dividas não pagas
E sei que mais uma vez vou perder
O que seria isso?
Minhas fugas farta de erros
E os meus conceitos?
Já perdi nas minhas apostas
A unica coisa que me restou
Foi o blefe, que nem acredito mais
Mas ainda assim eu blefo
Minha alegria e minha paz
Um blefe que nem acredito mais
Então me deixa em paz
Me deixa perder novamente essa aposta
E só mais um jogo
Que eu entro de tola
para mais uma vez perder!


quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Fui pra ficar


Eu fui porque queria ficar
Desapareci para tentar me achar
Pois me perdi em você
E em tantas outras coisas
Quero entender o mundo
A mim e as pessoas
Mas tudo parece tão grande
Não sei se serei capaz
Quero saber tanta coisa
As vezes acredito que quero de mais
E na confusão que criei em minha pessoa
Me afastei para tentar descobrir alguma coisa
Me afastei em busca da minha paz
Quem sabe eu ainda volte
Ou não volte mais
Mas se fui, é porque queria ficar
Desapareci para tentar me achar
E quero reconhecer tudo que amo
Então não é necessário espanto
Pois eu fui apenas te buscar
Me buscar, te amar, me amar
E quem sabe eu entenda
Para voltar com tudo no lugar
Porém nunca esqueça
Eu fui por amar
Eu fui para buscar
E pretendo voltar
Apenas quando encontrar
Pelo menos alguma paz!


"Eu inventei o inalcançável você"

"Eu inventei o inalcançável você"
Talvez para argumentar a minha fuga
ou quem sabe tenha sido para me sentir melhor
Apesar da consequência ser minha piora
Pelo menos sofrerei por outros motivos
Só não saberia dizer qual é o mais tolo
Porém sei quem é a mais tola
Pois mesmo no meio desses humanos grotescos
A pessoa mais tola sou eu
Mas qual é o motivo mais bobo que inventei?
Isso eu ainda não sei
Só não acredito que mais uma vez
Eu inventei mais um amor inalcançável
O que eu quero de fato?
Não aguento mais me torturar
Acho que a culpa da minha loucura
São essas venenosas tentativas de fugas
Que eu teimo não abandonar.

domingo, 8 de setembro de 2013

Leste, oeste, norte ou sul?

Vento que sopra
Porque voltaste pra cá?
Já nem lembrava
Que o passado
Também podia soprar
Também podia voltar 
Mas de onde vem?
Leste, oeste, norte ou sul?
Pra ondes vai?
Quantos são os ventos
Que estão a soprar
Que estão a voltar?
Parece que vieram
Para me atormentar
Triste vento
Que sopra de volta
E me faz lembrar.

sábado, 7 de setembro de 2013

Pecado da memoria



Desejo não te desejar mais
Me livre do pecado da memoria
Me segure fortemente 
Mas não mais naqueles braços
Sei que devo me manter aqui
Mas você me tenta a voltar
Sei o que pode acontecer
Quando penso nas consequências
Eu volto a querer correr esse rico
Porém sei que não devo
Então me torturo com isso
me torturo com o desejo
De querer te-lo novamente
Enquanto não quero te desejar mais
Maldito pecado da memoria
Insensata vontade
Não sei o que eu faço
É a razão contra o gesto
Sei que não é certo
Mas não nego a minha vontade
De querer errar...

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Doce tontura

Me sinto fraca
As coisas giram
Pareço me afundar
Em um imenso vazio
Vazio mórmido
Sereno e frio 
As coisas giram
Me sinto tonta
Em meio aos arrepios
Cade o açúcar?
Do doce divino
Ele me acalma
Parece até um vicio
Vicio tão doce
Me tira o medo
Me faz esquecer
Dos meus devaneios
E ai se vai
Todo o arrepio
Toda a tonteira
E se preenche
O vazio
Cade o açúcar?
Doce divino
Me tira da tontura
Mas será que me livra
Desse abismo?


segunda-feira, 2 de setembro de 2013