sábado, 23 de novembro de 2013

E o dia?

E quando o dia se vai
Eu sei que ele não volta mais
Porem sei que outro dia vem
Mas pode não vir para alguém
Pode não vir pra você
Então, o que fazer?


segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Quem poderia acreditar?

Os sons do vento batendo as plantas
O som do ar que eu respiro
Seu cheiro e seu toque
São tão delicados
Mas também podem ser
Muito brutos
E quem iria acredita
Que os carinhos um dia
Poderiam machucar?
Quem poderia imaginar
Que essa brisa tão macia
Poderia tudo destruir
E tudo levar?
Quem poderia acreditar
Que esses sons delicados
Poderia fazer sangrar
Os ouvidos de quem
Muito tentou escutar
E agora
Quem poderia acreditar? 

O que será que acontece?

O que acontece no mundo
Quando o passado vira presente
E o presente dura até o futuro?

Pare e vá, ainda há tempo!

Para e saia agora de casa
levante-se e faça algo agora
Vá sentir o ar e olhar para o céu
Conte e veja os desenhos nas estrelas
Cante qualquer musica ou solte letras
Só não fique ai parado
Não se limite a essa cama
Nem a essa tela ou a essa mesa
Abandone por segundo essa cadeira
Se olhe no espelho, tire a maquiagem
O que você vê na verdade?
Será que é verdade?
Não se esqueça
O tempo é curto
E a cada dia passa mais rapido
Cada dia ele se encurta mais
Então não perca tempo
Já sabe como é seu rosto
Ou quantas estrelas tem no céu?
Então vá conhecer o sol
Alguma outra musica
Vá tomar banho na chuva
Ou conversar com o mar
Vá amar
Nem que seja uma planta
Uma historia
Sua historia
Vá conhecer novas coisas
Vá se conhecer
E ai você vai entender
Que não pode mais perder tempo
Que deveria ter levantado faz tempo
Então abandone esse banco
Faça algo tão novo
Que até te traga algum espanto
Mas não fique ai somente sonhando
Ou pensando no que poderia fazer
Simplesmente faça
Ainda há tempo
Então não o perca!

Sem olhar para trás!

Cansei de viver a esmo
Nessa triste rotina de tanto faz
Não gosto de programar a vida
Mas não da pra viver sempre ao acaso
E por acaso fazer o clichê de sempre
Apesar dessa minha inconstância
Apesar de viver sempre na mudança
Nada parece realmente mudar
Talvez seja a hora de recomeçar
De realizar a tal reforma intima
De mudar o interno e externo
Pois já me cansei de tudo isso aqui
E se não me agrada mais
É porque tenho que buscar mais
Pois cansei de viver a esmo
Tá na hora de olhar
 Para outra parte do horizonte
Tá na hora de atravessar a ponte
Sem olhar para trás!




domingo, 17 de novembro de 2013

Paginas que voam

Escrevi um livro sobre a liberdade
E tranquei todos os meus sonhos ali
Até que eu percebi que não era verdade
Nada daquilo que eu escrevi
Pois quando eu estava a vontade
E lia tudo que depositei ali
Via minhas paginas na maior viagem
E os pássaros voavam cantarolando
As palavras que eu escrevi
Mas quando eu fechava a capa
Podava as assas dos meus sonhos
Trazia escuridão aos meus anjos
Voltava a ter meus espantos
E a me limitar aquilo que nunca vivi.
Então notei que tranquei meu paraíso
Transformei meus sonhos em palavras
Mas não fui capaz de viver nada
E quando eu finalmente notei isso
Arranquei a capa do livro
E deixei as folhas soltas no ar
Finalmente os pássaros voaram
As palavras se libertaram
E eu me senti pronta
Para me libertar
Junto a elas!





sábado, 9 de novembro de 2013

Mais uma aposta?

Pisei no meu orgulho
Mudei meus conceitos
Até ultrapassaria meu princípios
Pois considerava valioso
Aquele algo que descobri
Que não era
Mas ainda existe um pouco
Daquele valor que eu depositei
E tanto acreditei que existia
Apostaria mais alguns dólares
Como se deseja-se mais uma chance
Mas não tenho no que apostar
O que comprova 
Que tudo não valeu um real
Muito menos dólares
Pois hoje tudo virou o numero zero
Não tem nenhum valor
E nem existe mais 
Não sei porque ainda penso
Que arriscaria mais uma aposta
Sendo que fui bloqueada do jogo
Excluída de momento atual
Como se todo o passado
Não valesse nada
Mas pra mim valeu muito
Pena que não teve o devido valor
Portanto voltamos a estaca zero
E não há mais jogo
Pois eu fui bloqueada
Mas ainda arriscaria
A fazer mais uma tola aposta
Nesse jogo onde não tive nenhum valor.

 



Não tente entender, esqueça!

Sou como o vento
Não sei viver parado
Nem em um lugar só
Sou do tipo errada
Não sei como agir
Em relação ao certo
E parecia perfeito demais
Não conseguiria ficar em paz
Acho que pertenço ao caos
Ou talvez só saiba viver livre
Portanto não tente me entender
Procure me esquecer
Tem coisas na vida
Que não devem ser lembradas
E tem casos na vida
Que devemos parar de insistir
Sei que é complicado
Mas sempre deixei claro
Que eu não era algo facil
Mas ainda assim tentou arriscar
E eu também me arrisquei
Porém não me adaptei
Pois sou como o vento
Sou do tipo errada
Pertenço ao caos
E as complicações
Então tente me esquecer
Pois não posso arriscar ferir você
Sim, talvez fosse perfeito
Mas esse não é o meu jeito
Estava tudo muito certo
E eu sou errada demais.






quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Sinto mais falta do que falta, do que sua falta

Você ainda faz falta
Assim como o som do mar
Assim como aquele olhar
Assim como uma conversa
Porém prefiro sentir sua falta
Do que te ter presente
E ver que ainda falta
Aquele pedacinho de gente
Que a muito tempo
Se perdeu, você perdeu
E eu inevitavelmente
Ainda sinto sua falta
Mas sinto mais pelo que falta
Pois o mar não tem mais aquele som
Seu olhar não tem mais aquele brilho
Nossas conversas não existem mais
Agora você é só ausência
Pois sua presença não está mais aqui
E a muito tempo ela não estava completa
Pois ainda falta aquilo que estava em falta
Pois ainda falta aquilo que sentia falta
E ainda assim eu sinto sua falta.


Algo importante

Tantas coisas que eu já fui
E agora eu não sou mais
Se eu for parar pra lembrar
De cada coisa que vivi
Ou de cada pessoa que conheci
De tudo que já vi ou senti
Acho que passaria mais tempo
Tentando recordar cada momento
Do que demorei para vive-los.
Muita coisa já mudou
E muitas coisas ainda são as mesmas
Outras ainda se mantem aqui
Porém de forma diferente
Não sei o que pode acontecer
Mas acho que hoje foi um bom dia
Assim como ontem também foi
E vários outros dias também foram
Apesar de cada pesar e cada tristeza
Acho que em cada dia vivido
Teve algo de bom
Mesmo se o lado ruim superar
Ou se eu ver somente ele
Mesmo se eu não mais lembrar
Do que eu já vivi de bom
E até mesmo de ruim
Eu sei que em cada dia
Teve algo de bom
Assim como em cada dia
Também tem coisas ruins
Mas o importante
Foi que eu as vivi
E hoje em dia muito mudou
Mas o ciclo ainda é o mesmo
Por isso eu amadureço
E as vezes volto a infância
Mas esse é o bom da vida
Ela é uma constante mudança
Que vem sem você perceber
E vai sem você saber
Mas o importante
É viver!