sábado, 29 de dezembro de 2012

Meus olhos fecham

Mas a mente continua aberta


Meus olhos fecham
Meu corpo se cansa
E a minha alma
Cada dia 
Se cansa e descaça
Um pouco mais
Enquanto ambos
E a mente
Buscam a paz
Transformando o exterior
Em poemas
E as melodias
Em trilhas sonoras
E as dificuldades
Em desafios
E os desafios 
Em provas
Mas por enquanto
Meus olhos
Apenas fecham
E quando os abrir
Estarei acordada
Para realizar
Aquilo que pensei
Enquanto estava de olhos fechados
Mas com a mente aberta
Em outras áreas. 

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Tente até no tarde demais!


Concertar erros
Congelar o tempo
As vezes
É tarde demais
Mas sempre é digno
Corres atrás
Pois não sou profeta
E o mundo
É mestre em pregar peças
A vida é incerta
Por isso nunca deixe
De tentar...

domingo, 23 de dezembro de 2012

Nos olhos


Nos olhos de quem vê
Tudo se conclui
Da forma que foi vista
Nos olhos de quem sente
Tudo pode ser
Enviado ou recebido
De forma certa ou errada
Nós olhos de quem
Os olhos pertencem
É o local onde se encontra
A verdadeira verdade
Do fato real
Sentido, concluído e enviado
Mas tanto quem envia
Quanto quem os recebe
Pode se enganar
Tudo depende
Dos olhos de quem...



quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

O código do eu ou o código sou eu ?!





Se eu abrir minha pele
Será que dentro
Terá códigos que decifram o meu ser?
Creio que não
Mas talvez não na casca 
E não no literal
Mas em mim
Pode haver códigos
Talvez apenas no imaginário
Conhecido como "alma"
Ou quem sabe na mente
Mas não no corpo que vos fala
Ou..... talvez sim
Dependendo da forma
Que pode ser o código
Ou o que pode ser o código
Mas independente do que for
Sempre teremos algo
A ser decifrado
A vida é assim
Você se decifra aos poucos
Te decifram aos poucos
E no fim
Ainda faltara muita coisa
Mas sempre acabaremos
Por conhecer uns aos outros
Um pouco mais
Porém sempre acabaremos
A nos enganarmos também
É a vida
Códigos são complexos
E facilmente lidos errados
Onde se encontra o meu código?
Eu não sei
Mas continuo a tentar decifra-lo
Pois uma coisa eu sei
Ele está em mim
E posso ajudar
A decifra-lo em você
Mas por fim
Ainda tem muita coisa
Que quero saber
Aguardo com o tempo
Desvendar e responder
Cada vez mais
Essas duvidas em mim
Essas duvidas
Sobre mim.








Transbordo a necessidade do libertar !





Estou transbordando em mim mesma
Quero me libertar
Soltar de mim
Suas presas
Quero correr
E deixar minhas lagrimas
Serem levadas com o vento
Quero pular de um precipício
Mas não para morrer
E sim para voar
E me sentir viva
Quero ver as coisas belas
Me divertir
Sentir a  alegria
E esquecer tudo que há de ruim
E deixar em mim
Somente a razão de viver
Quero voar bem alto
Cantar com os pássaros
Quero me aprofundar no chão
Executar o ritual de ram
E nascer novamente
Rever meu processo
Até virar gente
Quero sentir o mundo em mim
Quero reencontrar meu lado feliz
E tirar de minha vida
Tudo que o esconde
Quero seguir para bem longe
Subir o mais alto que eu puder
Para encontrar novamente a mim
E retomar a minha fé.










Segredo do avesso

ossop et ratnoc mu oderges ?
sa sezev ohnet odem ed mim omsem...

Visão Ruim

O que fazer
Quando até o caldo do miojo
Parece algo triste
Quando o gosto do chocolate ao leite
Parece amargo
Quando uma bobeira
Parece o fim
Mesmo sem o mundo ter acabado?
O que fazer
Quando quer chorar
E talvez quebrar tudo
Quando quer a atenção 
De todo mundo
E não tem a de ninguém
É como uma facada
Sem faca?
O que fazer 
Quando não se faz nada
O que fazer
Quando tudo 
Não da em nada
O que fazer
Quando tudo está 
aparentemente triste 
O que fazer
Quando tudo é
De acordo com o modo
Que você vê
E você está a enxergar mal?

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

aquecer e refrescar

Sol que vem
Faz meu corpo soar
Deixa o calor no ar
Mas a chuva também chega 
Para refrescar
E corro até ela
Para me banhar 
E deixar o natural
Purificar a minha vida
Para depois
Eu purificar meus pecados
No sol eu limpei o meu redor
Na chuva eu lavei
O que há dentro de mim
Agora aguardo a lua
Para poder me deitar em seus braços
E deixa-la me protejer
E ajudar a manter
Tudo assim...


terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Além da capa e das paginas, ate ou alem do suficiente...




Posso não ser um livro 
Mas uma coisa eu digo
Cada corpo
Cada alma
Tem uma historia 
Tem seus mistérios
Sua palavras 
Sua linhas e entrelinhas 
Sua capa e contra capa
Mas não somos livros
Porém alguns irão querer ler
Outros vão pouco se importar
Mas no fim
Será que alguém vai realmente te decifrar?
Pois os livros são muito mais que palavras
E nós somos muito mais que livros
E onde se encontra o sentido de tudo isso?
Como diz a palavra
No sentir
Mas também se encontra
No olhar
No tocar
No conhecer
Enfim
Tudo se encontra
Em você
E você pode se encontrar
Em outro alguém
Mas como um livro
Só depois de arriscar
Podemos realmente conhece-lo
E entende-lo
As vezes nem assim
Mas diferente de livros
Ler corpos e almas
Não é assim tão fácil
E é mais difícil ainda 
Interpreta-los
Mas nada como arriscar
Pois tudo só existe
Porque você deu a primeira
Ou quem sabe a ultima
Olhada
Mas você que decide
Se viu o suficiente...





Não adianta mais...

Protestos mudos
São os dos papeis 
Protestos mudos
São os gritos mentais
Protestos mudos
São o desejos de paz
Protesto mudos
É o que você faz
Protestos mudos
Não adiantam mais...

Mergulhe no livre deixar

Mergulhe nos seus mais profundos devaneios 
Viva o psicodélico em você
E exale o seu ser para o mundo
Sem medo do que vão achar
Deixe o você controlar você
Mesmo que pareça loucura
Deixe tudo fluir do nada
Sem deixar o medo te consumir
Quebre as correntes
E viva a sã loucura
Sem medo de você
Enfrente o que deve temer
Solte o seu ser
Como?
Apenas liberte-se! 



segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Olhar sem nome !


Será que existe outra parte?


Será que existe outra parte?
Recordo-me da vontade
Do palpitar
Do sentir
Recordo-me de uma 
Talvez ilusória conexão
De sentir
Que já te conhecia a um tempão
E não sei sequer o nome
Talvez alguém te chame 
Será que era você? 
Relembro-me de quando te vi
E de como olhou pra mim
Não sabia se era seus olhos
Ou os meus
Por instantes
Senti que eramos uma coisa só
E penso
Será que existe outra parte?
Será que existe outras vidas?
Será que existe amor a primeira vista?
Será que verei mais uma vez você?
O que será que o destino quer?
Apenas me fazer te querer?
Recordo-me e relembro-me 
Que parecia ser
Quem me completa
Mas isso eu não sei
Se for pra ser
O destino novamente
Nos conectará
E poderei ver
Novamente aquele olhar
Sem destino
Sem nome
Apenas penetrante
Que teve a capacidade 
De me levar
Por instantes
Que quero ver voltar
Enquanto recordo-me e relembro-me
O antes
Aguardando-o voltar
Se voltar.






Além

A todo momento alguém chora
E alguém sorri
Ninguem sabe o que se passa
No meio cujo qual não vive
Todos julgam pela casca
E o que não conseguem enxergar
Pra eles nem existe
E é assim que a gente vive
Será que é o modo correto?
Não sei ao certo
Mas gostaria de conhecer
Cada viver
Cada ser
Além da casca
Eu gostaria de ver
O que pra mim
Ainda não existe
Porém eu sei 
Que conhecer a tudo
É querer demais
Mas ainda aceito ver
Ainda tento ver
O além
Que meus olhos permitem enxergar. 

Deito-me

Deito-me nos braços de quem me julga
Talvez isso seja me por em perigo
Porém quero que sinta isso
Sinta o calor de uma alma
Que apenas quer ser ela mesma
Olhe nos meus olhos
Estou em suas mãos
Ainda acha certo me ferir com rudes palavras?
Ainda me acha um erro
Por viver em um padrão diferente do seu?
Ainda pretende atacar e não proteger?
Mesmo sentindo minha pela
E vendo, que como tu
Sou de carne e osso 
Mesmo vendo
Que sou do mesmo mundo
Ainda criticará o meu pensar diferente
Mesmo eu sabendo
Que nesse momento
Pensas o mesmo que eu?




Questionar In Aceitável

O ser questiona
Até mesmo o questionamento 
O ser aceita
Até mesmo o inaceitável
Mas o único fato
É que no momento
Questionado e aceitado
Torna-se inaceitável
O ser que questiona
Pois já foi aceito
O questionamento
De quem antes questionou
Mas isso não torna errado
Quem não aceitou
Pois por mais
Que algo seja inaceitável
Para alguém
A vida é um eterno questionar
E cada um se mantem no seu
Ou muda para o de alguém
Ou muda o de alguem
Pois o inaceitável se aceita
O aceitável também
Então viva o seu questionar
Ou talvez
O de outro alguém
E aceite ou apenas respeite
O que pra ti é inaceitável
Pois aceita
Quem quiser
E assim todos seguem
Com base na fé
Que criaram
Que negaram
Que questionaram
Que aceitaram...












sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

O Grito!

                                                               O grito - Pintura do norueguês Edvard Munch de 1893.


O Grito !


Como em uma pintura
Eu solto gritos mudos
Berro minhas duvidas
Extravaso o meu sofrer
Surto na loucura
Esse é o meu viver
Que grita, grita, grita
Grita gritos mudos
Mas que já os deixaram surdos
E não consegue os entender
E tudo se corroei
Tudo se entranha
E se estranha 
Dentro desse ser
Que se encontra em silencio
Mas grita a todo tempo
Esperando o decifrar no vento
Se matando em pensamentos
Vivenciando a guerra
Entre surdos e mudos
Tentando se libertar
E soltar os gritos
Que estão em si
Para o mundo,
Deixando de ser mudo
E curando
Os surdos...








Abstrato existir !

Abstrato existir !

Temos cores
Formas interpretáveis
Almas quase indecifráveis
Mas o que sou eu?
Mais um existir?
Mais um abstrato?
Sou estilhados
Que refletem o eu
E em alguns pedaços
Refletem outro ser?
Mas o que ver?
Onde viver?
Eu não sei
Apenas sigo
Pisando em cacos
Pintados da forma que deu
E o meu eu
Encontra-se ali
E em qual lugar mais?
Qual es a forma do existir?
Como é que existo?
Olho paro o lado
E veja quadros abstratos
Sobre o abstrato existir
E eles refletem aqui
Dentro do meu eu
Mas o que sou eu?