segunda-feira, 24 de junho de 2013

Quem é você?

Quem é você?
O que pensa?
O que procura?
Qual a sua intensão?
Muito me pergunto
E nunca vou saber
Por mais que me responda
Não tem nada que comprove
Que o que pensa, fala e é
Pode ser totalmente o oposto
Daquilo que você me diz
Por isso eu temo
E horas até enlouqueço
Pois não sei quem é quem
E a duvida como sempre
Causa medo!

Hoje penso em mais uma duvida!

O quarto está escuro
Dominado pelo silencio
Só as vezes escuto um barulho
Acho que é o teclado se mexendo
Será esse o ritmo dos meus pensamentos?
"Não sei", essa parece ser minhas fiel resposta
Mas o que posso fazer se ela faz parte de mim?
As vezes penso em arranca-la de mim, pois pouco agrada
Tanto aos outros, quanto as vezes a mim
Mas se tira-la daqui, o que faço com o buraco?
Nem sei se seria capaz de arranca-la, por parece grudado
Então devo me matar? ou como me livrarei?
Devo destruir tudo que pouco agrada ou transformar?
Mesmo se isso for destruir um fragmento meu?
Mesmo se isso for o meu fim?
Acho que devemos tentar mudar
Mas caio em contradição
Pois talvez isso seja
Não ser mais eu.

Quanto tempo né?!

Quanto tempo né?
Sei que sempre esteve aqui
Em alguns momentos fraca, quase ausente
Em outros momentos mais forte, mas
Fazia tempo que não aparecia assim
De forma tão intensa...
Pois é dor, aqui estamos nós
Novamente juntas no desespero
Novamente perdidas em duvidas
Clamando por fugas
Aqui estamos nós
Como uma coisa só
Com o lado mais"feio" do avesso
Como uma ferida que sangra
Sem medo, pois tem medo
Pois é dor, agora você doí em mim
Mais uma vez, como não doía faz tempo
Quase não via mais tamanha intensidade
Nem em meus pensamentos
Muito menos aqui dentro
Mas novamente aqui estamos nós
Quanto tempo né?!

sábado, 15 de junho de 2013

Divino

A magia nos cerca
Uma força nos envolve
Meu eu se torna uma divindade
Pois admite a ausência de verdade
E enxerga que todos muito valem
principalmente se possuírem fé.
Cada corpo, cada alma, cada arvore
Cada coisa nesse mundo, é divina
Possui força e magia
Inclusive você
Podemos ainda não enxergar
Mas você sente
Por mais que esteja adormecido
Você sente e basta acordar
Bastar despertar
Que enxergará
Para assim cumprir
A sua missão sem erro
Mas ainda assim
Cometendo erros
Pois dos erros
Surgiram as transformações
E até eles possuem força e magia
Então faça
Erre e acerte
Mas nunca perca a fé

O que é poesia

A poesia, é um culto
No qual você escreve
O oculto, de ti, dos outros, do todo
A poesia é a cultura do povo
É o esclarecimento nas linhas
É o mistério de suas entrelinhas
É a rima, mesmo sem rima
É o ritmo da vida, do eu
É o ritmo da duvida
É o ritmos da chuva
É a dança do lápis
É a condução da mão
A poesia é como um vento
Pode não ver, mas sente
Pode não tocar, mas se envolve
Pode não conhecer, mas percebe
A poesia é o culto do poeta
Pode ser respostas de mistérios
E o motivo dos mistérios
Poesia é o culto que todos frequentam
mesmo sem saber
Poesia é o oculto
Que todos conseguem ver
Mas poucos conseguem perceber
O oculto que está alí
Mas poesia é cultura
Que faz até o culto sentir
Poesia é o que se escreve
Mas é principalmente
Um fragmento de um ser.




Senhor, pra que tanto amor?!

Senhor, você comete atos apaixonantes
Mas não sou apaixonada por você!
Senhor, foi pro um breve instante
Mas depois do breve, algo aconteceu
Talvez eu tenha me apaixonado por você!
Senhor, sem te conhecer, eu te conhecia
E me apaixonei, pelos seu jeito e atos
Mesmo sem nunca vê-los, apenas o amei
Por motivo nenhum!
Senhor, pra que tanto amor?!