quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Pra onde vai, quando não está aqui?

Não gosto da minha metade sombria
Mas as vezes ela vem me visitar
Por onde andou?
É o que eu diria
Mas eu pergunto
O que te fez voltar?
As vezes sou eu que chamo esse lado
Pois tem horas que preciso dele aqui
Porém não gosto da minha metade sombria
Poque ela gosta de me assustar
Mas as vezes eu que gosto
Do medo que ela pode causar
Por isso sempre pergunto
Pra onde vai. quando não está aqui?
Também quero poder te seguir
Quero poder ir te visitar
Por onde andou
É o que me perguntaria?
Ou iria querer saber
O que me fez voltar?
As vezes não gosto da outra metade
Eu diria, mas prefiro quando ela está
Pois essa metade sombria, pode assustar
Mas ela faz falta alguns dias
E eu me pergunto
Pra onde vai, quando não está?
E quando recebo a sua visita
Eu te pergunto
O que te fez voltar?
Mas as vezes, sou seu que chamo
Pois não sei pra onde vou
Quando não estou aqui
Também não sei como estou
Quando não vem ninguem me visitar
Por isso eu imploro pelo endereço
De ambas as metades
Pois preciso saber
Pra onde vai
Quando não está aqui?
Pois eu ainda não sei
O que pode me fazer voltar
Então, por onde andou?





terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Tic-Tac

A hora passa
O cenário continua vazio e mudo
Nenhum personagem entra em cena
Mas minha insonia continua a esperar
Pelo menos o som do Tic-Tac
Pois a hora passa
Mas ninguém entra em cena
Isso não devia me causar sono?
Porque não há nenhum personagem
Mas a insonia insiste em esperar
Nesse cenário quase vazio e mudo
Apenas cheio com a insonia e eu
E ainda se escuta o som do Tic-Tac
Olho pro palco com o foco de luz
Apontando pro vazio 
E imagino que talvez
Eu esteja olhando pro cenário errado
Quem sabe o palco não é onde estou
E ninguém foi me assistir minha peça
Onde só tem a insonia e eu
Ao som do Tic-Tac
Onde não esperamos por uma peça
E sim por algum personagem
Ou auguem que possa nos assistir
Mas a hora passa
E a insonia insiste em esperar
Me tirando o sono..





 

domingo, 15 de dezembro de 2013

Tua luz!

Quando recebemos muita luz
Podemos acabar ficando cegos
Mas qual cegueira será a tua?
Aquela que ingenuamente não vê
Ou aquela cujo os desejos
Te impedem de enxergar?
Talvez devêssemos ser cegos
Mas não nos tornar cegos 
Talvez devêssemos compartilhar conselhos
E não entrega-los para alguém 
Sem guarda-los também para si mesmo
Talvez a nossa boca fale para alguem
Mas ela também pode estar falando com você
Talvez devêssemos olhar pra tudo
Assim veríamos melhor 
Espero amanhã não esquecer disso tudo
Pois sei que sempre irei precisar.



Escute sempre a sua intuição, faça perguntas com o seu coração, pois por mais que não acredite em nada, alguma coisa ira te responder. Sei que é difícil de entender, mas as vezes a nossa cruz parece pesada e fica difícil carregar sem se apoiar em nada. Então apenas pergunte de coração, escute a sua intuição e a resposta ira aparecer; acredite nela, mas antes interprete-a e tome cuidado para não entender errado. 
Um só caminho, pode ter diversos lados!


Qual é o proposito?

Meu desafio é aquilo que todas as pessoas buscam
Será que você seria tão malvado assim?
Não sei quais são seus propósitos
Por isso é tão difícil de entender.
O que o principio significou?
O que o tempo esperado quis dizer?
Os reencontros e as coincidências inevitáveis
Surgiram porque? Serviram pra que?
Se esse meio tonou todo o belo
Em ruinar terrivelmente assustadoras
Sabia que um reencontro assim iria ocorrer
Conexões tão fortes assim, não são por acaso
Mas porque tudo isso foi tão inevitável
Se não chegamos a lugar nenhum?
Sei que sempre esperamos o melhor
Acho que esse foi meu mau
Mas quando algo retorna do passado
Não deveria ser algo bom?
Porque tanta intensidade
Se é proibido mergulhar de cabeça?
Porque tantos destinos traçados
Se por fim seguem direções opostas?
Sei que tudo tem um proposito
Mas no momento não consigo entender.

Será que realmente encontrei 
Aquilo que todos buscam?
Nunca pensei que iria lastimar 
Por encontrar aquilo que procuro

Sei que tudo tem seu motivo
E um tempo para ser descoberto
Mas o agora também tem um significado
E não quero imaginar que esse é meu desafio
Isso não seria um pouco mal?
Pois se a cruz for minha, não seu se aguento carregar.




sábado, 14 de dezembro de 2013

Oh Om

Oh santidade, me dê uma luz
Pode ser do sol ou da lua
Oh divindade, me conduz
Para leste, oeste, norte u sul
Oh cosmo, me traduz
Para aquela língua
Oh padre, me escute
Preciso confessar
Oh entidade, oriente-me
Preciso de alguém para me guiar
Oh anjos, proteja-me
Guarde meu lado bom
Oh mentor, ensina-me
Estou tão confusa
Oh deusa, me fala
Necessito da sua voz
Oh deus, liberta-me
Me libre desse nó
Oh Deuses, me acompanhem
Pois temo os meus passos
Oh santos, me mostre
O caminho para ser santa
Sei que é difícil
Talvez seja impossível
Mas eu quero tentar.
Oh universo, o que é certo?
Eu me sinto tão errada
Oh ser, deixe a paz entrar
Eu permito que as forçar boas
Me envolvam e me ajudem
Pois quero voltar os mundo
Oh Oh, me perdi de tudo
Oh Oh, venham cá
Vamos gritar Om
Pois eu quero ver a paz
Que perdi em algum lugar.






Prisão envolvente

Prisão envolvente   

Para Eva's


Eu lhe entreguei a algema
Deixei você me prender
E esqueci de que podia abri-la
Esqueci que não existe chave
Esqueci que estava presa
Ou apenas me deixei curtir
Essa prisão envolvente
Maldito comodismo
De quem vive, sabe
Mas não aprende
Você disse sem dizer
Para eu me envolver
mas minha mente gritou não
Então eu fui embora
Mas você já tinha colocado
As algemas em mim
E eu grito que quero sair
Eu corri e agora percebi
Que estava em círculos
E voltei até você
Te pedindo pra me soltar
Mas não existe chave
Eu sei muito bem como abrir
Isso é apenas uma desculpa?
Porém não muda sua culpa
Pois foi você que me colocou
Nessa prisão envolvente 
Disse que seria inesquecível
E agora eu não consigo esquecer
Quando pensei que não lembrava
Notei que fui até você
Só pra te pedir
Para não voltar mais
Sendo que só eu voltei
Eu que fui atrás
Só pra dizer que fugi
Só pra pedir a chave
Mas eu que me tranquei a você
Essa é a unica verdade
Por isso eu girei em círculos
E todas vez que eu vou
É pensando em voltar pra você
Enquanto quero te deixar ir
Porém por mais que eu tente
Não consigo me livrar
Dessa prisão envolvente
Onde me colocou
Não, Isso não é amor
É o errado pecado
De quem da maçã provou
E se encontra envenenado. 





sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Kiss Goodbye

Você mexia em minhas mãos
Enquanto me ensinava a mexer meus pés
Porém nós dois nos distraímos.

Será porque esqueceu seus olhos em mim?
Ou porque me envergonhei demais?
Só sei que esquecemos de soltar as mãos
E Desgovernamos nossos pés.

Hoje não escuto mais seus passos,
Pouco lembro aqueles que me ensinou;
Acho que nos perdemos na condução.

Giramos para lados opostos,
Eu tive que fugir de você, pois
"my heart is a hollow plain
For the devil to dance again"

Eu queria mais um toque
Mas isso desgovernaria tudo, porque
"It's hard to dance with a devil on your back"

Eu sei o que eu quero,
Mas também sei o que não devo;
De que lado eu estou?

Um lado quer acreditar em tudo,
E eu queria tanto acreditar nisso,
Mas ainda sei o que é melhor pra mim,
Então soltei suas mãos.

Aquilo me fazia tão bem, 
Mas sei que no fundo fazia mau,
Então giramos para lados opostos
E eu não te vejo mais.







  Trechos das musicas: "Breath of life" e "Shake it out" de "Florence and the machine".


O reflexo é meu ou o reflexo sou eu?

Veja seu reflexo no céu,
As nuvens choram as mesmas lagrimas;
Olhe a imagem no espelho,
Você está à procura de subsistência,
Enquanto ele simplesmente tenta existir.

O que foi, oque é e o que poderia ser
Além de um plagio de pinturas abstratas
Ou telas jamais desenhadas?

Talvez nenhuma comparação me defina,
Quem sabe não sou coisa alguma,
Ou sou apenas a sombra
Da minha própria existência;
Pois não há mais imagens aqui.

Veja seu reflexo no céu
Pois em mim refletem as nuvens
Será que o espelho sou eu?

Só sei que as lagrimas são minhas...





O culpado grita a sentença

"Você se decifrou por inteiro
Quase vejo os versos em seu corpo
Quase vejo nas palavras o seu rosto
Quase sinto na rima o seu gosto
Pois você é como um tenebroso poema
Onde relata o pior vício e suas consequências
Porém também relata a sensação boa que a droga trás 
Relata as algemas que te prendem e não soltam mais
Você cometeu um crime, mas escolheu o culpado
Invadiu um domicilio e roubou tudo, mesmo sem estar armado
E nesse dia, Pôde-se presenciar o golpe perfeito 
Mas a culpa ainda está estampada 
Nesse seu olhar criminoso
Seus poemas ainda são a marca
De todos os crimes que cometeu
Pois pode algemar a pessoa errada
Entregar um mandato e condena-la culpada
Mas o invasor ainda será você
E de certa forma ela se tornou sua comparsa
Pois se viciou nas rimas, nas palavras e nos versos
Afinal, foi só o que restou
Poemas que te decifram inteiro
Onde relata o crime perfeito
O golpe viciante
Feito com a droga mais barata
Que tem as consequências mais drásticas
Mas que ninguém consegue resistir
Pois te algema, te prende e te condena
O culpado grita a sentença 
E te faz cúmplice
Pois foi pega em flagrante
Ao se entregar a sensação boa que a droga trás.