sexta-feira, 20 de março de 2015

Fevereiro

Sonho de uma noite de verão
Quando um cavaleiro chega
Com sua armadura fictícia
E te desarma toda;
Quando olhos feito mar
rosto mafioso e coração bom
Fazem você se armar toda;
Ou quando aparece sereia
Pele de areia, sorriso solar
Te faz pescador a se encantar;
Quando o amor é de verão
Não passa, mas é passageiro
Paixão de carnaval
Romances de fevereiro
Nunca podem ser um só
Pra durar o ano inteiro
Dentro dos seus devaneios.




quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Amor amante

Eu tenho um caso serio com o amor, nós somos como amantes e enganamos um ao outro, quando inventamos certos fins; somos como casais que vivem anos juntos, mas ausentes um para o outro, e como casais que vivem ido e vindo, mas estão sempre presentes. Temos um caso como aquele café amargo, que ninguem consegue engolir, ai enchemos de açucar para ajudar a descer, porém fica tão doce que acaba nos enjoando, mas cedo ou tarde iremos querer beber mais; como aquele café de todos os dias, temos um caso como aquela velha rotina, que varia quando resolve beber suco ou acordar tarde; tenho um caso com o amor, daqueles que expulsamos aos chutes e depois olhamos ele indo pela janela, daqueles que ligamos para perdir desculpas e deixamos a chave embaixo do tapete que fica na porta de frente pra rua e aguardamos ver ele voltar; tenho um caso com o amor e ele me trai, tenho o amor como amante e ele me trai, toda vez que vai e volta, toda vez que a saudade não o satisfaz, toda vez que com a saudade me distroi, o amor me trai, toda vez que arrumo outros casos, ele vem ser meu amante, e ai nos iludimos com fins, juro alianças e nunca dou, então ele apronta, arruma brigas e quando digo que agora vou ser somente seu, você se vai, você me trai com a saudade e ela me distroi, eu tenho um caso com o amor, nunca sofri tanto, nunca doeu tanto, nunca senti tando odio e nem tanta saudade, mas também nunca senti tamanha felicidade, portando eu vou, mas volto pros teus braços, por isso deixo você ir e voltar pros meus, nós sempre nos enganamos quando inventamos certos fins, mas temos um caso serio, um caso de amor, meu amor, eu tenho um caso serio com o amor e ele é meu amante.

sábado, 31 de janeiro de 2015

Aliados? Cumplices? Ou nada?

Não distorça minhas palavras
Me contorça nos lenções
Minha boca é sua aliada
Meu corpo seu cumplice
Unidos nas mesmas ações
Não os afaste com acusações
Os prenda junto a você
Não distorça minhas palavras
A boca que as fala é a mesma
Que sussurra em seus ouvidos
Não acuse minhas ações
O corpo que age é o mesmo
Que desliza em sua pele
Me tenha como aliada
E seremos cumplices
Me distorça e condene
E não seremos nada
Essa é a boca que vos fala
O corpo que vos segue
Prenda-os junto a você
Ou sinplesmente os perde.



quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Desejo

Nunca desejei um corpo
Como desejo o seu
Sinto saudade de seus braços
Elvoltos aos meus
Quero matar minha sede
Nos labios teus
Sentir seus toques e gosto
Misturado aos meus.



segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Quantas vezes era amor?

Quantas vezes era amor?
Aquele amor a primeira vista
Aquele amor de infância
Aquele amor proibido
Aquele amor permitido
Aquele amor do primeiro namoro
Aquele amor do ultimo namoro
Aquele amor do noivado
Aquele amor do casamento
Aquele amor do termino
Aquele amor da reconciliação
Aquele amor antigo
Aquele novo amor
Enfim, por fim, no fim
Quantas vezes amor?
Quantas vezes amou?
Amor? Amou?


quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Janeiro

Vejo ele nos sinais
Admiro muito os artistas
Ah que vontade que me deu
De virar também malabarista

Finalmente pude conversar
Com o rapaz que de longe via
Me ensine alguns truques
Oh senhor malabarista

Oh eu sou muito atrapalhada
Você tem alguma dica?
Então surgiu uma pelota
Era um palhaço malabarista

Quando você errar
Não se desespere
Brinque com o erro
Seja palhaça sra. malabarista

Aprendi alguns truques
Descobri muito de você
Mas acredito sr. Malabarista
Que ainda há muito pra saber

Depois de muito papo
Ele veio meio desajeitado
Colocar um anel em meu dedo
Oh sr. Malabarista, assim fico sem jeito

A noite nos cobria a testa
Eu tinha que partir
Posso acompanhar-te?
Claro sr. do malabares

Finalmente chegamos
E um beijos ele pediu
Depois de trocarmos alguns
Ele se foi e partiu

Como posso encontra-lo?
Qual seu sobrenome?
Numero de telefone?
Eu não perguntei

Imaginei que iria o rever
Mas quem podia saber
Que o malabarista palhaço
Também magico podia ser?


Dezembro

Eu conheço a sua voz
Eu conheço o seu rosto
Quem diria que ambos
Estariam um dia assim
Direcionados pra mim
Sua voz de perto
É ainda melhor
Sua boca de perto
Tem um gosto
Frio e doce
Todos os seus gestos
São mais intensos aqui
Cante um pouco mais
Me conte um pouco mais
Eu adoraria ouvir.