A noite tinha a paz da lua
Parecia um colo de mãe
Era minha companheira
Uma sábia conselheira
Ela via minhas lagrimas
Acompanhava minhas reflexões
Minhas loucuras, danças
Comilanças e sorrisos
A noite era minha amiga
Ela me trazia paz
Mas hoje em dia
Não traz mais
A noite está virando medo
Está virando lagrimas e inseguranças
Eu tenho saudade da noite
De admira-la, de sua boa companhia
Mas agora quando ela se aproxima
Vem inseguranças e maus pensamentos
Maus sentimentos e muitos medos
Muita coisa mudou em minha vida
Muitas coisas acho que estão melhores
Porém a minha noite se perdeu
Meus pesadelos tiraram ela de mim
Meus medo de não acordar
Me tira a vontade de dormir
E de certa forma, a noite pesa
Sei que o colo de mãe ainda está ali
Sei que ainda posso deitar nos braços da noite
Porém também sei que ela não pode me livrar
De todos esses pesadelos e medos
Sei que não devo culpa-la
Mas não posso evitar
A noite agora me assusta
Sinto falta do tempo
Que a mãe noite me protegia de tudo
Mas hoje, apesar de ter seus braços
Eu já cresci e não cabo
Não posso mais ser totalmente protegida
Só me resta seu olhar piedoso
Seus abraços de consolos
E tudo aquilo que me ensinou
Para que eu pudesse me defender sozinho
Mas eu ainda chamo por você
Eu tenho medo de estar só
Eu tenho medo da noite
Pois a mãe noite não está sempre aqui
Eu tenho saudade da noite
Pois ela me deixou ir
Eu agradeço a noite
Por ter estado comigo até aqui
Que eu tenha força essa noite
Para com ela em paz dormir
E a mãe noite possa sorrir
Pois se os medos estão aqui
São para serem enfrentados
E com seus ensinamentos
Mesmo com medo e assustada
Eu seguirei em frente
Porque mesmo insegura
Eu "fui bem criada"
Boa noite!
domingo, 27 de abril de 2014
segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014
Aonde eu corro?
Corro, corro e corro na imensidão do universo
Olho pra todos os lados e nada vejo
Cadê as respostas que tanto jogo no ar?
Cadê o meu caminho?
Onde está o chão?
Olho para frente e vejo uma luz
Mas não sei se é ilusão
Ela é da minha mente ou é real?
As vezes sinto que no fundo eu sei
Só não sei ainda
As vezes tenho a certeza
De que nada sei
Pois duvido de minhas conclusões
Horas acho que é impossível te-las
As vezes acho que não resta duvida
Mas nunca alcancei a certeza
Então, eu corro, corro e corro
Na imensidão do universo
Esperando chegar em algum lugar
Mas tem horas que eu me canso
Paro, grito, choro e reclamo
Mas sei que não posso desistir
Preciso achar aquela luz
Que talvez eu apenas imagine
Não posso desistir e não me permito isso
Preciso prosseguir, pois não vejo onde piso
Mas eu sinto o chão
Por isso permaneço correndo!
sexta-feira, 24 de janeiro de 2014
Hino de Ísis
Porque eu sou a primeira e a última
Eu sou a venerada e a desprezada
Eu sou a prostituta e a santa
Eu sou a esposa e a virgem
Eu sou a mãe e a filha
Eu sou os braços da minha mãe
Eu sou a estéril, e numerosos são meus filhos
Eu sou a bem casada e a solteira
Eu sou a que dá à luz e a que jamais procriou
Eu sou a consolação das dores do parto
Eu sou a esposa e o esposo
E foi meu homem quem me criou
Eu sou a mãe do meu pai
Sou a irmã de meu marido
E ele é meu filho rejeitado
Respeitem-me sempre
Porque eu sou a escandalosa e a magnifica.
Hino de Ísis, século III ou IV (?),
Descoberto em Nag Hammadi.
Eu sou a venerada e a desprezada
Eu sou a prostituta e a santa
Eu sou a esposa e a virgem
Eu sou a mãe e a filha
Eu sou os braços da minha mãe
Eu sou a estéril, e numerosos são meus filhos
Eu sou a bem casada e a solteira
Eu sou a que dá à luz e a que jamais procriou
Eu sou a consolação das dores do parto
Eu sou a esposa e o esposo
E foi meu homem quem me criou
Eu sou a mãe do meu pai
Sou a irmã de meu marido
E ele é meu filho rejeitado
Respeitem-me sempre
Porque eu sou a escandalosa e a magnifica.
Hino de Ísis, século III ou IV (?),
Descoberto em Nag Hammadi.
Fui sem avisar!
Não esqueça que eu sinto
Alegria, paixão, emoção
Mas também sinto
Tristeza, dores, decepções
Será que não vê?
Será que não escuta?
Será que não sabe?
É claro que não
Pois não está mais aqui
Você foi embora
Sem olhar para trás
Sem dizer um adeus
Sem saber como me sentiria
Sem se importar com o passado
Destruiu o meu presente
Ignorando o futuro
Mas será que esqueceu
Que eu também sinto?
Já parou para pensar
No que quebrou?
Se um dia quiser colar
Vai descobrir
Que ninguém cola ninguém
Se um dia vier escutar
Se um dia resolver ver
Se um dia você quiser saber
Talvez perceba que eu também sinto
E que uma historia quebrada
Jamais pode ser colada
Talvez perceba que passado
Jamais poderá voltar
E que temos que pensar bem
Pois o presentem trás com consequências futuras
Mas disso você ainda não sabe
Pois não procurou saber
Você foi embora sem olhar para trás
Sem dizer um adeus, sem procurar saber
Como me sentiria...
quarta-feira, 22 de janeiro de 2014
Distancia proxima
Não posso ir até você
Mas o universo nos conecta
Como uma rede elétrica
Que nunca perde a energia
Mas que jamais pode ser intensa
Pois existe um enorme chão aqui
E meu passos não te alcançam
Porém estamos juntos
Através do céu!
Mas o universo nos conecta
Como uma rede elétrica
Que nunca perde a energia
Mas que jamais pode ser intensa
Pois existe um enorme chão aqui
E meu passos não te alcançam
Porém estamos juntos
Através do céu!
quarta-feira, 18 de dezembro de 2013
Pra onde vai, quando não está aqui?
Não gosto da minha metade sombria
Mas as vezes ela vem me visitar
Por onde andou?
É o que eu diria
Mas eu pergunto
O que te fez voltar?
As vezes sou eu que chamo esse lado
Pois tem horas que preciso dele aqui
Porém não gosto da minha metade sombria
Poque ela gosta de me assustar
Mas as vezes eu que gosto
Do medo que ela pode causar
Por isso sempre pergunto
Pra onde vai. quando não está aqui?
Também quero poder te seguir
Quero poder ir te visitar
Por onde andou
É o que me perguntaria?
Ou iria querer saber
O que me fez voltar?
As vezes não gosto da outra metade
Eu diria, mas prefiro quando ela está
Pois essa metade sombria, pode assustar
Mas ela faz falta alguns dias
E eu me pergunto
Pra onde vai, quando não está?
E quando recebo a sua visita
Eu te pergunto
O que te fez voltar?
Mas as vezes, sou seu que chamo
Pois não sei pra onde vou
Quando não estou aqui
Também não sei como estou
Quando não vem ninguem me visitar
Por isso eu imploro pelo endereço
De ambas as metades
Pois preciso saber
Pra onde vai
Quando não está aqui?
Pois eu ainda não sei
O que pode me fazer voltar
Então, por onde andou?
Por onde andou?
É o que eu diria
Mas eu pergunto
O que te fez voltar?
As vezes sou eu que chamo esse lado
Pois tem horas que preciso dele aqui
Porém não gosto da minha metade sombria
Poque ela gosta de me assustar
Mas as vezes eu que gosto
Do medo que ela pode causar
Por isso sempre pergunto
Pra onde vai. quando não está aqui?
Também quero poder te seguir
Quero poder ir te visitar
Por onde andou
É o que me perguntaria?
Ou iria querer saber
O que me fez voltar?
As vezes não gosto da outra metade
Eu diria, mas prefiro quando ela está
Pois essa metade sombria, pode assustar
Mas ela faz falta alguns dias
E eu me pergunto
Pra onde vai, quando não está?
E quando recebo a sua visita
Eu te pergunto
O que te fez voltar?
Mas as vezes, sou seu que chamo
Pois não sei pra onde vou
Quando não estou aqui
Também não sei como estou
Quando não vem ninguem me visitar
Por isso eu imploro pelo endereço
De ambas as metades
Pois preciso saber
Pra onde vai
Quando não está aqui?
Pois eu ainda não sei
O que pode me fazer voltar
Então, por onde andou?
terça-feira, 17 de dezembro de 2013
Tic-Tac
A hora passa
O cenário continua vazio e mudo
Nenhum personagem entra em cena
Mas minha insonia continua a esperar
Pelo menos o som do Tic-Tac
Pois a hora passa
Mas ninguém entra em cena
Isso não devia me causar sono?
Porque não há nenhum personagem
Mas a insonia insiste em esperar
Nesse cenário quase vazio e mudo
Apenas cheio com a insonia e eu
E ainda se escuta o som do Tic-Tac
Olho pro palco com o foco de luz
Apontando pro vazio
E imagino que talvez
Eu esteja olhando pro cenário errado
Quem sabe o palco não é onde estou
E ninguém foi me assistir minha peça
Onde só tem a insonia e eu
Ao som do Tic-Tac
Onde não esperamos por uma peça
E sim por algum personagem
Ou auguem que possa nos assistir
Mas a hora passa
E a insonia insiste em esperar
Me tirando o sono..
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